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Se não melhorar nas pesquisas, Collor pode desistir do Senado para disputar Governo de AL

Senador tem eleições de 2022 como último suspiro político

29/11/2021 15h03 - Atualizado em 29/11/2021 17h05
Se não melhorar nas pesquisas, Collor pode desistir do Senado para disputar Governo de AL

Todas as pesquisas de opinião pública realizadas mostram que, se as eleições fossem hoje, Renan Filho (MDB) seria Senador da República a partir de 2023. Este fato representaria o fim da carreira política do Senador Fernando Collor (PROS), que já anunciou que disputará a reeleição.

Caso a opinião do eleitorado alagoano não mude e isso seja apresentado através de dados reais, Collor terá como último suspiro político a disputa pelo Governo do Estado - que ainda não há nomes definidos.

Fato é que Collor não tem mais idade para tentar outros mandatos, caso seja derrotado nas eleições de 2022. Por isso, ele precisa buscar a candidatura que seja mais viável para garantir um mandato a partir de 2023. O caminho mais fácil pode ser disputar o Governo.

Como no grupo político que atualmente faz parte (JHC/Cunha) já foi anunciado que o vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), tem interesse no cargo de senador, Collor fica “solto” para buscar novos aliados. Isso por que é mais provável que JHC e Rodrigo Cunha apoiem Lessa em vez de Collor.

Já que no grupo de Renan Filho não há nomes definidos à majoritária, existe a possibilidade de Collor oferecer uma proposta tentadora: desistir da reeleição para apoiar RF ao Senado. Em troca, o ex-presidente disputaria o governo com o apoio de Calheiros.

Para consolidar o acordo, o deputado estadual Paulo Dantas (MDB) assumiria como governador-tampão e seria o vice de Collor.

Há, porém, um grande problema em meio a tudo isso. Collor apoia Bolsonaro e Renan Filho é Lula para a presidência da República. Resta saber se os interesses pessoais serão mais fortes do que o palanque para o cenário nacional.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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