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Bancada do MDB na ALE estará reduzida a partir de 2023

Marcelo Victor tem atraído políticos para o União Brasil

29/11/2021 16h04 - Atualizado em 29/11/2021 17h05
Bancada do MDB na ALE estará reduzida a partir de 2023

Dono da maior bancada na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) com seis deputados, o MDB deverá ter uma redução no número de integrantes na Casa de Tavares Bastos a partir de 2023.

Isso deverá ocorrer por conta da articulação política feita pelo presidente da Casa, Marcelo Victor (Solidariedade), que tem se empenhado em levar para o União Brasil (UB) - fusão do PSL e DEM - o maior número de parlamentares.

Quem não for para o UB, irá procurar outra legenda que tenha mais viabilidade para conquistar a reeleição. O deputado estadual Ronaldo Medeiros (MDB), por exemplo, já está de malas pronta para o seu antigo partido, o PT.

Já Galba Novaes, Jó Pereira, Ricardo Nezinho e Paulo Dantas estudam a proposta “tentadora” de Marcelo Victor. O último integrante da bancada do MDB, Olavo Calheiros, encerrou sua carreira política. O substituto de sua cadeira na ALE será Remi Calheiros, ex-prefeito de Murici e que, certamente, permanecerá nos quadros da legenda por conta da ligação familiar com o governador Renan Filho.

Um deputado estadual, que preferiu ter o nome preservado, revelou que “o esvaziamento do MDB é inevitável”. Resta saber se a articulação protagonizada por Marcelo Victor é apenas um meio de sobrevivência política ou uma “traição” ao grupo político da família Calheiros.

O presidente da ALE tem fortes ligações com o presidente da Câmara Federal e adversário dos Calheiros, Arthur Lira (Progressistas).

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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