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Collor tentará tirar comando do PL de Sérgio Toledo

Senador deverá se filiar ao partido para acompanhar o presidente Bolsonaro

02/12/2021 13h01
Collor tentará tirar comando do PL de Sérgio Toledo

Desde que o advogado Adeilson Bezerra assumiu o comando do PROS em Alagoas, o senador Fernando Collor já começou a procurar um partido para chamar de seu. Ele aguardava a decisão do presidente Jair Bolsonaro sobre em qual sigla o chefe do Executivo federal iria se filiar.

Com a efetivação de Bolsonaro no Partido Liberal (PL) de Valdemar da Costa Neto, a possibilidade de Collor se filiar na legenda é cada vez mais real. No entanto, o ex-presidente da República não se contentaria em ser apenas um filiado qualquer.

Nos bastidores da política já não há mais dúvida de que o senador irá jogar duro para ter o comando do PL em Alagoas. Para isso, ele terá de tirar do “trono liberal” o deputado federal Sérgio Toledo, que assumiu recentemente a sigla com a saída do secretário estadual de Infraestrutura, Maurício Quintela.

Ainda não se sabe se Sérgio Toledo irá brigar para permanecer como comandante do PL estadual ou se irá entregar a legenda a Collor sem nenhum embate interno.

Fato é que Collor não ficará no PROS com o presidente do partido sendo um fiel escudeiro da família Calheiros - principal adversário político do ex-presidente. Inclusive, existe a possibilidade de Collor e Renan Filho se enfrentarem nas urnas em 2022 em busca da única vaga disponível no Senado Federal.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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