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Filiação de Bolsonaro ao PL força deputado federal alagoano a escolher entre Renan Filho e Collor

Sérgio Toledo tem importantes cargos nos governos federal e estadual

03/12/2021 07h07
Filiação de Bolsonaro ao PL força deputado federal alagoano a escolher entre Renan Filho e Collor

Após assumir o comando do PL em Alagoas, o deputado federal Sérgio Toledo terá de decidir sobre qual grupo político ficará para as eleições de 2022. Ele tem indicações no Governo de Alagoas, mas terá de abrir mão dos cargos caso decida ficar ao lado dos Bolsonaristas – que passaram a comandar seu partido. O parlamentar ficou como mandatário da sigla com a saída do presidente estadual, Maurício Quintela, que declarou apoio ao ex-presidente Lula (PT).

Sérgio Toledo é o responsável pela indicação da presidência da Imprensa Oficial de Alagoas. O primeiro indicado do deputado foi o advogado Dagoberto Omena. Em seguida, ele passou o comando da autarquia para o seu ex-chefe de gabinete parlamentar, Maurício Cavalcante Bugarim. Este último ocupava o cargo de secretário executivo de Gestão Interna da Secretaria estadual de Infraestrutura. Isso comprova que Toledo possui espaços importantes na gestão de Renan Filho (MDB).

Por outro lado, o parlamentar também tem indicações no Governo Federal. Toledo conseguiu emplacar Dagoberto Omena para o cargo de administrador do Porto de Maceió. O espaço era do deputado federal Marx Beltão (PSD), no governo Dilma/Temer.

Agora, Sérgio Toledo terá de colocar na balança os cargos que possui nos governos estadual e federal para definir de que lado ficará. Isso por que o governador Renan Filho poderá disputar a única vaga no Senado Federal com Fernando Collor (PROS). O ex-presidente da República tem trabalhado nos bastidores para tirar o comando do PL de Toledo.

De um lado, Renan Filho apoiando Lula. Do outro, Collor apoiando Bolsonaro. Sérgio Toledo não poderá ficar servindo aos dois grupos e terá de decidir em qual grupo político ficará. ele terá de colocar na balança os espaços que tem nos governos Estadual e Federal para poder tomar a decisão. Por óbvio, ele tentará permanecer com ambos até o limite máximo para usufruir dos cargos nas vésperas do período eleitoral.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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