Politicando
Após denúncia de “manobra”, MP dá prazo para Câmara de Maceió realizar nova audiência pública
Promotor pediu para que presidente apresente quais providências serão adotadas para que a Recomendação seja atendida
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió (CMM) tem um prazo de dez dias para realizar uma nova audiência pública para discutir o Plano Prurianual (PPA). A recomendação é do Ministério Público Estadual (MP), através da 16ª Promotoria de Justiça da Capital.
A recomendação do órgão ministerial surgiu após denúncias de lideranças sindicais sobre uma possível “manobra” orquestrada pelo Poder Legislativo para que a população não tivesse a oportunidade de discutir sobre o Orçamento do município.
O promotor de Justiça, Marcus Rômulo Maia Mello, pediu que o presidente da Casa, vereador Galba Netto (MDB), apresente quais providências serão adotadas para que a Recomendação seja atendida e, assim sendo, sejam juntados a ela documentos que comprovem todas as medidas, nos termos do art. 6º, XX, da Lei Complementar nº 75, de 1993.
Os presidentes do SindGuarda, Carlos Pisca, e do SindSaúde, Alessandro Fernandes, foram dos autores da ação civil pública que pediu a anulação da audiência pública que foi realizada sem a divulgação devida.
“As audiências públicas são um instrumento da participação da população, não podemos permitir que sejam colocadas nenhum tipo de dificuldades ou praticadas manobras para impedir que a sociedade participe dos debates de interesse públicos que terão reflexos em toda população . A Câmara Municipal é a casa do povo e o povo precisa participar desse debate”, destacou Fernandes.
A Câmara Municipal de Maceió ainda não pronunciou sobre o caso.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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