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Em defesa da “nova política”, Collor pode ficar de fora das principais chapas para 2022

Senador tem dificuldades para se manter em grupo político

02/02/2022 18h06 - Atualizado em 02/02/2022 18h06
Em defesa da “nova política”, Collor pode ficar de fora das principais chapas para 2022

As redes sociais tem aproximado o eleitor da atuação de cada político, com ou sem mandato. Diante de escândalos que, às vezes, caiam no esquecimento por conta da falta de acesso à informação, muitos políticos se beneficiavam. Mas a internet mudou essa realidade e forçou algumas figuras públicas a se reinventarem.

Entre tantos nomes da “velha guarda”, o senador Fernando Collor (PROS) busca a reeleição com dois grandes pesos: a alta rejeição, provocada por escândalos que marcaram sua trajetória política, e a divulgação constante de polêmicas que rapidamente viralizam nas redes sociais.

Em 2022, o ex-presidente já está tendo dificuldades para compor uma chapa majoritária tendo em vista sua reeleição ao Senado Federal.

No grupo político que faz parte atualmente, liderado pelo prefeito de Maceió, JHC (PSB), e pelo Senador Rodrigo Cunha (PSDB), que defendem “a nova política”, a prioridade não deverá ser o nome de Collor.

Nas pesquisas de opinião pública divulgadas recentemente, o nome que aparece em empate técnico com Collor é o do vereador por Maceió, delegado Fábio Costa (PSB).

Resta saber JHC e Cunha prevalecerão apostando na nova política ou se irão apostar na renovação do mandato de Fernando Collor. O senador possui indicações na gestão da Capital, com a indicação do secretário adjunto de Habitação, Eduardo Rossiter.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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