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PT estará dividido para dar mandato a Ronaldo Medeiros ou Judson Cabral

Políticos deverão se filiar ao partido de Lula para tentar garantir vitória nas urnas

03/02/2022 15h03
PT estará dividido para dar mandato a Ronaldo Medeiros ou Judson Cabral

A boa avaliação do ex-presidente Lula na pré-campanha rumo ao Palácio do Planalto tem animado os filiados do Partido dos Trabalhadores (PT) e atraindo ex-filiados para retornarem aos quadros da legenda. Nas eleições deste ano, a expectativa é de que apenas uma cadeira seja reservada para a sigla.

O deputado estadual Ronaldo Medeiros deixou o PT, a pedido do governador Renan Filho, para ingressar no PT e acabou não conseguindo a reeleição em 2018. Agora, ele estará de volta ao grupo lulista como meio de facilitar sua permanência na Casa de Tavares Bastos.

Judson Cabral, acusado de ter traído os caciques do PDT, também tentará retornar à ALE, após não ter conseguido chegar nem perto de vencer a eleição para vereador da Capital.

A diferença entre ambos é que Medeiros contra com toda a estrutura que o mandato parlamentar lhe garante. Já Cabral, apostará em seu discurso na tentativa de convencer os eleitores de esquerda sobre a necessidade de ter um representante “histórico” do PT no parlamento.

Na quebra de braço entre Medeiros e Cabral, o atual detentor de mandato é o favorito. Resta saber sobre qual dos dois os petistas locais vestirão a camisa. Espaço, sem a federação partidária, só tem para um.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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