Sem filtro e sem IA: nascer do sol no rio Madeira impressiona pelas cores vibrantes
Estudante disse que ficou extasiado e que a paisagem parecia “um Photoshop”, mas era tudo real
"Quando nosso céu se faz moldura". O trecho do hino de Rondônia traduz perfeitamente a cena registrada por Jhonatan de Araújo esta semana: as cores vibrantes em tons de rosa, sem filtro ou Inteligência Artificial (IA), durante o nascer do sol no rio Madeira.
Jhonatan estava em um barco, voltando de uma expedição nas comunidades ribeirinhas, quando foi acordado pela luz refletindo na estrutura de madeira ao lado onde estava deitado. Impressionado com a cena, ele pegou o celular e começou a gravar imediatamente.
“Eu fiquei extasiado, sem acreditar. Parecia que eu estava dentro de um Photoshop ou de uma inteligência artificial, de tão perfeito que estava. Mas era tudo real”, disse.
As cores, refletidas na água do rio Madeira tornam a cena ainda mais encantadora. Mas, afinal, por que o céu ganha tons rosados durante o nascer e o pôr do sol?
Segundo o meteorologista Fábio Saraiva, isso acontece porque, nesses momentos, a luz do Sol atravessa uma parte maior da atmosfera. Nesse caminho longo, os tons azuis se espalham e acabam filtrados, enquanto as cores de ondas mais longas, como o vermelho e o rosa, conseguem chegar até nossos olhos e pintam o céu com esses tons quentes.
A luz do Sol é composta por várias cores e cada uma delas corresponde a um comprimento de onda diferente. Exemplo:
Ondas curtas → azul e violeta.
Ondas longas → vermelho, laranja e rosa.
Quando a luz atravessa a atmosfera, ela colide com moléculas de ar, poeira e gotículas de água. Esse processo é chamado de espalhamento.
Além disso, a inclinação do Sol e as condições locais, como o período de estiagem em Rondônia, ajudam a intensificar o fenômeno. Em lugares com menos nuvens e mais partículas no ar, o efeito pode ficar ainda mais marcante.
Parece um presente
Além da beleza do fenômeno, Jhonatan relacionou o momento ao encerramento da ação de saúde realizada nos distritos do Baixo Madeira. Segundo ele, os dias de viagem foram cansativos e marcados pelo contato com realidades desafiadoras enfrentadas pelas comunidades atendidas.
“Foi mágico. Eu senti que foi um presente de Deus pra mim naquela hora, como uma pequena recompensa pelo trabalho que a gente teve lá”, destacou.
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