Politicando
Em baixa nas pesquisas e com alta rejeição, Collor poderá desistir da reeleição ao Senado
Dados mostram que senador não sairá vitorioso nas urnas
O mercado das pesquisas de opinião pública está em alta com a aproximação do pleito. Mas, ao mesmo tempo, tem revelado políticos que estão em baixa na avaliação do eleitorado estadual. O senador Fernando Collor (PROS) é um deles, e já estaria estudando a possibilidade de desistir de tentar a reeleição, segundo informações que correm nas principais rodas de conversas da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) e até no Palácio República dos Palmares.
A justificativa é óbvia: o alto índice de rejeição. E quem afirma isso é o povo, através dos Institutos de Pesquisa. Os dados mostram que, além de ter um considerável distanciamento do primeiro colocado, a rejeição se sobrepõe a pontuação geral. Collor sequer estaria próximo a um empate técnico com o segundo colocado na intenção de voto.
De acordo com o último levantamento da Global 3 Soluções e Pesquisas, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Collor fica em terceiro colocado na metodologia espontânea, perdendo, inclusive, para o vereador por Maceió, Delegado Fábio Costa (PSB) – que faz parte do mesmo grupo político do ex-presidente da República.
Na semana passada, uma nova pesquisa foi divulgada. Collor continua não sendo a primeira opção dos eleitores alagoanos. A diferença dele para o primeiro colocado é de 23,9% em um dos cenários. Em outro cenário, a distância é de 27%. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores em todo o estado, nos dias 28 e 29 de janeiro e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº AL-07120/2022.
Portanto, se as eleições fossem hoje, Collor teria encerrada sua carreira política, sendo derrotado nas urnas. Por conta dos dados desfavoráveis, a equipe do senador alagoano estuda uma “saída honrosa” para que o ex-presidente não seja submetido a mais constrangimento em sua vida pública.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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