Politicando
Deputado acusa Judiciário de interferir nos trabalhos do Legislativo alagoano
Cabo Bebeto diz que juízes usam de “subterfúgios e portarias” para determinar o que o cidadão deve ou não fazer
O deputado estadual Cabo Bebeto (PTC) usou o Plenário da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), na sessão legislativa dessa quarta-feira (16) para acusar o Poder Judiciário de interferir nas ações do Legislativo.
Segundo o parlamentar, muitos alagoanos estão se sentindo “incomodados”. “Uma mudança do papel constitucional aqui em Alagoas. Alguns juízes estão legislando. Estão tomando para si o papel desta Assembleia”, informou.
Bebeto destacou o perigo da situação e destacou um caso que ocorreu no município de Penedo. “A juíza ou o juíz chegou até a a ameaçar país de perderem a guarda de seus filhos, caso essas crianças não fossem vacinasse”, acusou.
Ele disse que o fato se repete na Capital alagoana. “As escolas estão sendo obrigadas a informarem ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar os alunos que não estiverem vacinados”.
Cabo Bebeto diz que juízes usam de “subterfúgios e portarias” para determinar o que o cidadão deve ou não fazer. “Ao meu ver, a Portaria editada pela Vara da infância e Juventude é uma forma de legislar, o que extrapola a competência do Judiciário. Além disso, os pais não podem se sentir ameaçados a terem o Ministério Público e o Conselho Tutelar em sua porta, simplesmente por terem receio das consequências da vacina”, opinou.
O parlamentar concluiu dizendo que espera a essa situação ser rapidamente resolvida.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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