Politicando
Nonô explica motivos que podem justificar candidatura de Renan Filho ao Senado
Ex-vice-governador diz que pai e filho não podem se enfrentar futuramente
O ex-vice-governador de Alagoas, José Tomaz Nonô (UB), usou as redes sociais nesta terça-feira (22) para opinar sobre a possível candidatura do governador Renan Filho (MDB) ao Senado.
Para Nonô, há motivos de sobra para Renan Filho renuncie ao cargo de chefe do Executivo estadual. “Primeiro porque os Calheiros não fazem ou não tem um sucessor da clã. Assim aconteceu, recentemente, na campanha de prefeito da Capital”, disse.
O segundo motivo apresentado pelo ex-deputado federal é que, futuramente, Renan Filho não poderá concorrer com o pai, o senador Renan Calheiros (MDB). “Se o governador ficar [no Governo], daqui a quatro anos vai ter duas candidaturas de Calheiros. É isso não é bom para os estrategistas políticos”, emendou.
Nonô também pontua que, de acordo com alguns atos recentes do governador, fica claramente sinalizado que Renan Filho deixada o Governo. “Quem viver, verá! Por que ele não diz isso agora? Porque se disser ‘vou sair’, acabou o governo dele. Imediatamente, todos os olhares se voltam para quem vem”, concluiu.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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