Politicando
Ida de Sérgio Toledo para o MDB gera problemas na chapa para a Câmara Federal
Se permanecer no PL, deputado federal pode não conseguir se reeleger
Ainda presidente do PL em Alagoas, o deputado federal Sérgio Toledo deverá deixar a legenda. O motivo é simples: lá, ele não conseguirá se reeleger. O senador Fernando Collor deverá deixar o PROS para assumir o partido do presidente Jair Bolsonaro.
A expectativa é que ele pule no barco do MDB, comando pela família Calheiros. No entanto, a notícia da chegada de Toledo não agradou aos pré-candidatos que já estão com os votos contados na chapa proporcional.
“Havia um acordo com o senador Renan para que nenhum outro candidato com grande potencial de voto entrasse. A chapa está fechada. Se ele [Toledo] entrar, vai inviabilizar a gente”, disse ao Blog um pré-candidato que preferiu ter o nome preservado.
Para a Câmara Federal o MDB tem nomes fortes, como o do deputado Isnaldo Bulhões, Alfredo Gaspar, Daniel Barbosa (filho do prefeito de Arapiraca), Március Beltrão (ex-prefeito de Penedo), Cristiano Matheus (ex-prefeito de Marechal Deodoro), além de outros com potencial de voto um pouco menor, mas que podem surpreender.
O senador Renan Calheiros, presidente do MDB em Alagoas, disse acreditar que a chapa faz quatro nomes. Analistas políticos dizem que a chapa deve fazer apenas dois, mas com a expectação de puxar o terceiro pelo coeficiente eleitoral.
Portando, Sérgio Toledo poderá não ser bem recebido nos quadros do MDB para as eleições deste ano.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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