Madrasta que jogou enteado do 4º andar enquanto ele dormia começa a ser julgada em Maceió
Crime ocorreu no ano de 2022 e teria sido motivado por vingança
Teve início, na manhã desta quarta-feira (25), o julgamento de Adriana Ferreira da Silva, acusada de ter arremessado o enteado pela janela do quarto andar do apartamento onde moravam, no bairro Benedito Bentes, parte alta de Maceió. A criança, que tinha apenas seis anos quando o crime ocorreu, em 2022, e que dormia no momento em que foi jogado, conseguiu sobreviver à queda. A ré responde pelo crime de tentativa de homicídio qualificado.
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que irá pedir a inclusão da qualificadora que tornou impossível a defesa do menino, agravada pelo fato de ele ainda ser uma criança, absolutamente vulnerável e incapaz de oferecer qualquer resistência. De acordo com a promotora de Justiça Adilza Freitas, que irá sustentar a acusação de Adriana, o crime teria sido praticado por vingança. A acusada teria como objetivo atingir o ex-companheiro, pai do menino, após ter discutido com ele momentos antes do crime.
“Estamos aqui hoje para pedir a responsabilização criminal da madrasta, que de forma brutal, covarde, cruel, como forma de vingar-se do companheiro, arremessou o enteado do quarto andar do prédio onde morava. Esta criança, 6 anos de idade, estava dormindo, desacordada no momento que foi arremessada pela janela do quarto andar. Então, um crime muito grave”, disse a promotora.
Conforme narrado nos autos do processo, naquela noite houve consumo de bebida alcoólica e um desentendimento em via pública, envolvendo a acusada, o pai da criança e outras pessoas. Ao retornar para casa, enquanto o menino dormia, Adriana Ferreira da Silva teria passado a agir de forma agressiva, proferindo ameaças contra a criança. O pai, José Marcos Nascimento dos Santos, relatou ter ouvido, momentos antes da queda, a frase: “Ele vai morrer agora”. Em seguida, o filho da acusada, um adolescente, teria gritado em desespero para que a mãe não fizesse aquilo. Pouco depois, segundo a ação penal, vizinhos viram o menino caído no chão, ensanguentado e em estado de choque.
A representante do MPAL, Adilza Freitas, destacou a gravidade deste caso e disse que o julgamento desta quarta-feira (25) tem um peso significativo para a sociedade alagoana: “Este caso que está em julgamento é muito grave, e o que for decidido aqui tem uma repercussão perante a sociedade em geral. E, para ficar claro que não devemos aceitar esse tipo de violência contra crianças, que pais, mães, padrastos e madrastas cuidem, protejam, amem as crianças e não praticar atos brutal desta natureza”, destacou Adilza Freitas.
O júri ocorre no no Fórum do barro Duro, e não tem previsão para encerramento.
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