Politicando
Arthur Lira quer afastar Rafael Tenório da família Calheiros
Empresário é o primeiro suplente do senador Renan Calheiros
O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), intensificou as articulações políticas tendo em vista a eleição de outubro próximo. O deputado federal quer afastar o empresário Rafael Tenório do grupo político liderado pela família Calheiros. Eles estiveram juntos esta semana para discutir a formação de chapas para a disputa proporcional.
Lira convidou Tenório para participar das eleições deste ano e ofereceu estrutura para que o ex-presidente do CSA possa disputar uma vaga na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) ou na Câmara Federal.
Filiado ao MDB, Rafael Tenório é o primeiro suplente do senador Renan Calheiros (MDB). Segundo informações de bastidores, o empresário teria se queixado aos mais próximos pelo fato de Calheiros não ter dado a oportunidade de ele assumir, ao menos por período determinado, o mandato no Senado Federal.
Caso Tenório aceite o convite de Lira, o MDB fica com mais uma baixa considerável para o pleito vindouro. O presidente da Câmara tem feito investidas como objetivo de fragilizar a legenda Calheirista. O empresário ainda não se posicionou sobre qual será sua participação nas eleições deste ano.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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