Politicando
Marcelo Victor passa de “comandante” do UB para “refém” político do MDB
Deputado havia prometido legenda para dezesseis parlamentares e perdeu legenda para Arthur Lira
Durante alguns dias, o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, Marcelo Victor (SDD), comandou o destino partidário da maioria dos seus colegas parlamentares. Ele estava sendo considerado o “poderoso chefão” das eleições deste ano. Mas isso só durou até o deputado federal Arthur Lira (Progressistas) começar a usar sua influência como presidente do Congresso Federal.
Victor estava tocando as negociações do União Brasil (UB) - legenda que surgiu com a fusão entre DEM e PSL - e conseguiu atrair cerca de dezesseis deputados na formação de um chapão que, segundo ele, garantiria a reeleição de todos que surfassem na sua onda. Até aí, tudo parecia resolvido.
No entanto, Arthur Lira começou a atuar de forma silenciosa e discreta junto ao presidente do UB, Luciano Bivar, e conseguiu “tomar” a legenda do presidente da ALE. Agora, além de deixar seus aliados receosos, Marcelo Victor terá que encontrar um novo partido para todos. Porém, o deputado estadual não poderá mais garantir a reeleição de todos.
A “salvação”, de ao menos uma parte desses dezesseis pré-candidatos à reeleição, será o MDB - liderado pelo governador Renan Filho. Com isso, Marcelo Victor passa de “poderoso chefão” das eleições a “refém” político da família Calheiros.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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