Politicando
Bolsonarista e líder nas pesquisas, Fábio Costa deverá disputar Senado na chapa de Rodrigo Cunha
Collor tem usado veículos de comunicação para atacar Cunha, inviabilizando sua presença na chapa do tucano
“Estou bem atento às respostas de pesquisas de opinião pública que me elevam na condição de pré-candidato ao Senado Federal”. Foi com esta frase que o vereador por Maceió, delegado Fábio Costa (PSB), falou com exclusividade ao 7Segundos sobre suas pretensões para as eleições deste ano. Ele apareceu como líder em levantamento feito pela Global 3, e segue como preferido segundo dados de outros institutos de pesquisa.
Quando questionado sobre a possibilidade de ser vice na possível chapa ao Governo encabeçada pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB), o parlamentar descartou a hipótese. “Em nenhum momento o contexto político me coloca como pretenso candidato a vice em futura chapa majoritária a ser formada”, pontuou.
Além de bem avaliado nas pesquisas de opinião pública, o nome de Fábio Costa ganha força internamente no grupo político liderado por Rodrigo Cunha e pelo prefeito de Maceió, JHC (PSB), por conta dos recentes ataques feitos ao pré-candidato ao Governo pelas empresas de comunicação do senador Fernando Collor (Pros) – que tentará a reeleição.
Por óbvio, Rodrigo Cunha não aceitará Collor em seu palanque. Outro fator que coloca Fábio Costa como o preferido para o Senado no grupo de Cunha/JHC é o fato de ele ser bolsonarista declarado, o que agrada a grande parte dos integrantes do seu grupo político.
Em baixa nas pesquisas e com alta rejeição, Collor não pode atender aos interesses do presidente Jair Bolsonaro (PL) para as eleições. Já Fábio Costa, deverá ser a solução para que Bolsonaro tenha um palanque mais robusto em Alagoas, o que também agradaria ao presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas).
Recentemente, o deputado estadual Davi Davino Filho (Progressistas) confirmou interesse em disputar a única vaga no Senado. No entanto, ele não possui a mesma densidade eleitoral do vereador por Maceió, nem representa os ideiais bolsonaristas como o delegado Fábio Costa. Davi Filho, nas pesquisas, fica atrás de todos os outros postulantes ao cargo de senador.
Por fim, Fábio Costa fez que questão de destacar que está focado no seu mandato como vereador, mas que está discutindo as eleições com outros grupos políticos. “Por compreender que não existe candidatura independente, quero deixar claro que estou dialogando com grupos políticos em busca de respostas às vozes que ecoam das ruas”, concluiu.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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