Politicando
Collor se filia ao PTB para tentar salvar mandato no Senado
Ex-presidente poderá compor chapa que terá Antônio Albuquerque ao Governo
Nos últimos instantes para o fechamento da janela partidária, nesse sábado (02), o senador Fernando Collor deixou o Pros e se filiou ao PTB para disputar a reeleição.
A nova legenda em que o ex-presidente da República se filiou é comandada em Alagoas pelo deputado estadual Antônio Albuquerque, que anunciou sua pré-candidatura ao Governo de Alagoas.
Em tese, a chapa petebista já estaria montada com AA para governador, Josan Leite (Republicanos) e, possivelmente, Collor ao Senado. O ex-presidente ainda não se posicionou sobre quem irá apoiar para o Palácio República dos Palmares.
Era esperado que Collor se filiasse ao PL, já que tem se apresentado como principal apoiador do presidente Jair Bolsonaro, que é do mesmo partido. No entanto, o senador perdeu o comando da legenda bolsonarista para o deputado estadual Cabo Bebeto e para o vereador por Maceió, Leonardo Dias.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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