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Igual ao Governo de AL, prefeitura de Maceió pode ficar sem vice

Ronaldo Lessa avalia disputar Senado na chapa de Rui Palmeira

12/04/2022 16h04
Igual ao Governo de AL, prefeitura de Maceió pode ficar sem vice

O vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), não descartou participar das eleições deste ano na condição de candidato ao Senado Federal. Caso isso ocorra e ele vença nas urnas, a Prefeitura da Capital ficará sem vice, assim como ocorreu quando Luciano Barbosa (MDB) abandonou o cargo no Governo de Alagoas para ser prefeito de Arapiraca.

Recentemente, Lessa revelou que tem sido “paquerado” por aliados do ex-prefeito Rui Palmeira (PSD) para que ele companha a chapa. No entanto, caso aceite a proposta, terá que romper politicamente com o atual prefeito, JHC (PSB).

“Se ele for ser o candidato do Rui ao Senado, não há mais espaço para ele [Lessa] no nosso grupo político. Ele tem que colocar na balança se vale a pena continuar como vice-prefeito ou arriscar uma candidatura onde o nome dele sequer aparece em pesquisas”, disse um importante aliado de JHC.

Nesse final de semana, na entrega da Rota do Mar, JHC chamou Rui Palmeira de “incompetente”, por ter passado oito anos na gestão e não ter conseguido entregar uma obra tão importante não só para Maceió, mas para todo o Estado. Lessa não esteve presente no evento.

Fato é que o tempo já está ficando curto para que Ronaldo Lessa decida se permanecerá no grupo “Maceió é massa” de JHC, ou passará para a oposição com Rui Palmeira.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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