Politicando
Aliados questionam ausência de Renan Filho na formalização da candidatura de Dantas ao Governo
Ex-governador não deu justificativas sobre não prestigiar aliado político
Não se falava em outra coisa nos corredores da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), na manhã desta terça-feira (19), a não ser da ausência do ex-governador Renan Filho (MDB) no momento em que o deputado estadual Paulo Dantas (MDB) formalizou candidatura ao cargo de “governador-tampão”.
Prefeitos, deputados e até assessores comentavam que Renan Filho estaria “a caminho”. Outros diziam que “deve ser o trânsito”. Uns falavam que “aconteceu algum imprevisto”. No entanto, nenhuma justificativa foi dada.
Presidente da Executiva estadual do MDB, o senador Renan Calheiros não chegou sequer a citar o filho durante sua conversa com a imprensa. O fato provocou a curiosidade entre aliados e adversários políticos do grupo situacionista.
Além de Calheiros, o deputado federal Isnaldo Bulhões, o presidente da AMA, Hugo Wanderley, deputados estaduais e dezenas de prefeitos de cidades do interior estiveram prestigiando Paulo Dantas no momento do registro de sua candidatura à “governador-tampão”.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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