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Aliados questionam ausência de Renan Filho na formalização da candidatura de Dantas ao Governo

Ex-governador não deu justificativas sobre não prestigiar aliado político

19/04/2022 12h12 - Atualizado em 19/04/2022 12h12
Aliados questionam ausência de Renan Filho na formalização da candidatura de Dantas ao Governo

Não se falava em outra coisa nos corredores da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), na manhã desta terça-feira (19), a não ser da ausência do ex-governador Renan Filho (MDB) no momento em que o deputado estadual Paulo Dantas (MDB) formalizou candidatura ao cargo de “governador-tampão”.

Prefeitos, deputados e até assessores comentavam que Renan Filho estaria “a caminho”. Outros diziam que “deve ser o trânsito”. Uns falavam que “aconteceu algum imprevisto”. No entanto, nenhuma justificativa foi dada.

Presidente da Executiva estadual do MDB, o senador Renan Calheiros não chegou sequer a citar o filho durante sua conversa com a imprensa. O fato provocou a curiosidade entre aliados e adversários políticos do grupo situacionista.

Além de Calheiros, o deputado federal Isnaldo Bulhões, o presidente da AMA, Hugo Wanderley, deputados estaduais e dezenas de prefeitos de cidades do interior estiveram prestigiando Paulo Dantas no momento do registro de sua candidatura à “governador-tampão”.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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