Politicando
Políticos alagoanos dividem opiniões sobre indulto dado a Daniel Silveira por Bolsonaro
Deputado federal foi condenado pelo STF
Após ser condenado a oito anos e nove meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) recebeu indulto do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), nessa quinta-feira (21), e o assunto dividiu a opinião entre políticos alagoanos.
O assunto virou polêmica através das redes sociais. O deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) chegou a usar termos como “marginal” para quem defende atos praticados por bolsonaristas.
“Quem é mais "marginal" o que não respeita a constituição, o que defende e pratica atos fascistas, o que desrespeita as instituições democráticas, ou o que perdoa tudo! Você que ainda defende "esses marginais", será que perdoaria se fosse o governo do PT? #forafascistas”, escreveu Medeiros.
Também filiado ao PT, o deputado federal Paulão chamou Silveira de “criminoso”, e disse que o indulto fragiliza o processo democrático de direito. “Bolsonaro com seu decreto de indulto a um criminoso, afronta o STF e coloca em cheque a nossa democracia. É preciso que o legislativo se posicione firmemente contra esse desmando e que o próprio Supremo Tribunal Federal derrube esse decreto que é inconstitucional”.
Já o deputado estadual Cabo Bebeto (PL), comemorou e parabenizou o presidente da República pela “graça” concedida ao parlamentar. “Cada dia mais convicto que esse é o melhor presidente do Brasil. @jairbolsonaro acaba de decretar indulto a Daniel Silveira. Parabéns presidente!”.
Por sua vez, o vereador por Maceió, Leonardo Dias (PSD), também parabenizou Bolsonaro e destacou que “nossa bandeira jamais será vermelha”.
O senador Renan Calheiros (MDB) caracterizou o ato de Bolsonaro como “inconstitucional”. “Bolsonaro é um golpista que atenta contra os poderes o tempo todo. O indulto beneficiando Daniel Silveira é afronta ao STF e claramente inconstitucional. Entrarei com medida judicial ainda hoje contra o decreto ilegal.O fascismo não passará. O Congresso precisa se manifesta”, escreveu.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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