Politicando
Ayres critica as federações partidárias, diz não acreditar em terceira via e declara apoio a Lula
Ex-secretário de Saúde foi o entrevistado de hoje da Rede Antena 7
O ex-secretário de Estado da Saúde e pré-candidato a deputado estadual, Alexandre Ayres (MDB), comentou sobre o atual cenário político local com as candidaturas postas ao Governo de Alagoas, opinou sobre as eleições presidenciais declarando apoio ao ex-presidente Lula (PT). Ele foi o entrevistado desta terça-feira (26) da Rede Antena 7 de Rádios.
Quando questionado sobre como avalia os nomes dos principais candidatos ao Palácio República dos Palmares, Ayres revela ter boa relação com todos, mas colocou o nome do deputado estadual Paulo Dantas (MDB) como preferido. Ambos fazem parte do mesmo grupo político liderado pela família Calheiros.
“Tenho muita confiança na candidatura do Paulo Dantas. Estamos discutindo internamente alguns projetos. Tenho debatido com ele os avanços da saúde e os pontos que a gente pode continuar avançando. Conheço mais proximamente Antônio Albuquerque e Rui Palmeira. Fui advogado do Albuquerque quando militava na advocacia. Já o Rui Palmeira por sermos da mesma faixa etária. Não tenho proximidade com Rodrigo cunha, mas acompanho o trabalho dele nas redes sociais”, revelou.
Alexandre Ayres foi indagado se, caso o resultado da eleição majoritária não for positivo, irá dialogar com o vencedor nas urnas. Ele disse que defenderá suas pautas independente de quem seja o próximo governador do Estado.
“Tenho muita confiança na vitória do nosso grupo político. Mas se isso não ocorrer, o que Alagoas nunca vai experimentar é um Alexandre Ayres opositor por casuísmo. Eu faço política pública e, agora, farei a política partidária, mas tenho meus princípios e vou continuar defendendo aquilo que eu acredito, seja quem for o próximo governador”, pontou.
O ex-titular da SESAU fez uma avaliação técnica sobre as federações partidárias, que foram implantadas nas eleições deste ano. Como advogado da área eleitoral, ele criticou a nova modalidade.
“Nada mais é que uma coligação estendida por quatro anos. Se acabaram com a figura da coligação, não haveria porque agora criar esse modelo de federação. Não entendo. E falo isso tecnicamente como militante da área. No entanto, a gente vai acompanhar esse cenário mais como expectador. A minha preocupação agora é criar um programa para defender a saúde pública. A minha bandeira é a bandeira do SUS, e é isso que vou defender”, destacou.
Por fim, Alexandre Ayres se posicionou a respeito das eleições presenciais. Ele disse acreditar que Lula (PT) e Bolsonaro (PL) não seriam o melhor para o Brasil, mas que ainda não há uma terceira via como opção. Portanto, de acordo com o vivenciou durante a pandemia com a atuação do Governo Federal, declarou voto ao petista.
“Eu acho que nenhum dos dois seria o melhor para o Brasil nesse momento. Nenhum deles, com erros de ambas as partes, seria o melhor para que a gente pudesse resgatar nossos problemas e as pautas que ficaram esquecidas. Sempre fica esse radicalização! Ainda não há uma terceira via e não vai aparecer da noite para o dia. Eu enquanto militante do SUS sofri na pele o que é não acreditar na ciência, o que é perseguir os profissionais de saúde, o trabalho e as vidas que foram perdidas em alagoas e no Brasil como um todo diante dessa política que foi executada. Então tenho uma definição do que eu vou fazer e o que eu vou defender. Vou com o Lula!”, concluiu.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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