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Mais três partidos entram na ação que suspendeu eleição indireta em Alagoas

Novas legendas não serão partes do processo e não poderão fazer pedidos ou apresentar recursos

04/05/2022 17h05
Mais três partidos entram na ação que suspendeu eleição indireta em Alagoas

União Brasil (UB), PSDB e MDB entraram na ação do PSB que suspendeu a eleição indireta para governador e vice-governador de Alagoas. O ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF) acatou, nesta quarta-feira (04), que as legendas integrem o processo. Ele é o relator da ação que está em tramitação na suprema Corte.

Os três partidos vão atuar no processo na condição de “Amicus Curiae”. A expressão é utilizada para designar uma instituição, pessoas físicas ou jurídicas, que tem por finalidade fornecer subsídios às decisões dos tribunais, oferecendo-lhes melhor base para questões relevantes e de grande impacto. No entanto, os novos integrantes não são considerados partes do processo e não podem fazer pedidos ou apresentar recursos quanto ao mérito da questão.

A estratégia de inserir três novos partidos como “Amigos da Corte” é para dividir com o PSB o peso da repercussão da ação, que tanto pode ser positiva ou negativa diante da opinião popular. PSB, UB e PSDB fazem parte do grupo político liderado pelo prefeito de Maceió, JHC, o senador, Rodrigo Cunha, e o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, que querem protelar o pleito. Já o MDB, é do grupo da família Calheiros – parte mais interessada na realização da eleição indireta.

A eleição indireta está suspensa por determinação do presidente do STF, ministro Luiz Fux, que deu um prazo de 48 horas para que a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) e o Governo de Alagoas apresentem detalhes sobre o processo eleitoral que pretende escolher o governador e o vice-governador para um mandato tampão.

O Governo, através da Procuradoria-geral do Estado, e a ALE se manifestaram e defenderam que indefinição da data pode provocar ‘grave risco’ ao Estado. Mas o relator da ação, ministro Gilmar Mendes, ainda não se pronunciou a respeito do caso.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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