Politicando
Marcelo Victor pede que STF declare improcedente a ação que suspendeu eleição indireta
Presidente da ALE diz que judiciário pode vivenciar um “limbo jurídico”
Mais um capítulo envolvendo a eleição indireta em Alagoas foi registrado nessa quarta-feira, 04. O presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor (MDB), se manifestou no processo e solicitou que o relator do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, declare a ação que suspendeu o pleito improcedente. O parlamentar também solicita que o magistrado revogue a liminar que suspendeu o processo eleitoral que vai escolher o governador e o vice-governador para um mandato-tampão.
Ao classificar o processo como uma “aventura jurídica”, o presidente da Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos afirmou que “os partidos autores fabricaram o perigo da demora, visto que ajuizaram as demandas na véspera da eleição, quanto o edital objeto das ações foi publicado há quase um mês”. Para Marcelo Victor, “as alegações trazidas pelo requerente são meras ilações de quem tenta tomar o Poder por vias transversas”, emendou.
Marcelo Victor destacou que, caso a Suprema Corte entenda que a alegação dos partidos que apontam inconstitucionalidades no edital de convocação do pleito seja julgado procedente, o judiciário passaria a vivenciar um “limbo jurídico”. “Logo, o STF firmou jurisprudência pacífica e dominante no sentido de que os Estados e Municípios têm liberdade para definir o procedimento a ser seguido no caso de eleição indireta”, pontuou o parlamentar, defendendo a manutenção das regras aprovadas no Plenário do Poder Legislativo Estadual.
Nesta quinta-feira (05), foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) do STF a decisão do ministro Gilmar Mendes em incluir os partidos MDB, União Brasil e PSDB no processo sobre a eleição do governador-tampão em Alagoas. Eles irão atuar como Amicus Curiae (expressão em latim utilizada para designar uma instituição que tem por finalidade fornecer subsídios às decisões dos tribunais). O PSB, partido do prefeito de Maceió, JHC, foi o responsável pela ação que suspendeu a eleição indireta, que estava marcada para a segunda-feira passada, dia 02 de maio.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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