Politicando
Eleição indireta está ameaçada por mais uma ação judicial apresentada por “novos candidatos”
Arthur Lira poderá lançar novas candidaturas ao governo-tampão para alegar tempo “insuficiente para a juntada de documentos”
Uma nova ação judicial pode suspender a eleição indireta para governador tampão e vice, que está marcada para o próximo domingo (15), no Plenário da Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Agora, a alegação é de que o prazo para as inscrições é “insuficiente para a juntada de documentos” de novos interessados nos cargos.
A informação é que, além dos que se inscreveram no primeiro edital de convocação para a eleição, o grupo do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), deverá lançar ao menos mais dois nomes para concorrer ao pleito. No entanto, a estratégia é protocolar a pedido de registro de candidatura sem o envio de todos os documentos exigidos.
Como justificativa para a falta da documentação dos “novos” candidatos, estará a falta de tempo para obter certidões e outros documentos. O prazo determinado para as inscrições no atual é de 56h. O anterior era de 21 dias.
O Progressistas ingressou com um Agravo Regimental com pedido de reconsideração da decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a apreciação da matéria pelo Pleno da Corte e a retomada do prazo de 21 dias para a inscrição dos candidatos ao governo-tampão.
A nova investida de Arthur Lira será encaminhar ao STF o protocolo com a falta de documentos dos novos candidatos aos cargos de governador e vice-governador. “A ideia é mostrar a Corte que outros cidadãos pretendem entrar na disputa, mas serão impedidas pelo curto prazo para a juntada de documentos. Por essa razão, o entendimento do Pleno certamente será pelo adiamento da eleição indireta e a estipulação de um prazo maior para o registro de candidatura”, explicou um advogado , que optou em ter o nome preservado.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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