Politicando
Aliados culpam Marcelo Victor por impasse em torno da eleição indireta
Deputados já estudam – e não escondem – a possibilidade de “buscar outros caminhos” para a eleição majoritária
O clima já não está mais ameno na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) com o impasse em torno da realização da eleição indireta para definir o governo-tampão que terá validade até dezembro. O presidente da Casa de Tavares Bastos, Marcelo Victor (MDB), está sendo acusado por seus colegas de parlamento de ser o responsável pelo embate jurídico envolvendo o pleito.
A exposição negativa do Estado no cenário nacional e a ausência de um aliado no comando do Palácio República dos Palmares tem desagradado muitos aliados de Marcelo Victor. Para uns, a insistência do presidente da Casa de Leis em não cumprir a legislação no texto do edital de convocação do pleito foi o pontapé inicial para o imbróglio que rompeu as barreiras da política e foi parar na Justiça.
Outros parlamentares questionam uma suposta “quebra de acordo”, já que o candidato de Marcelo Victor ao governo-tampão, o deputado Paulo Dantas (MDB), ainda não assumiu o comando do Poder Executivo estadual para “ajudar” seus apoiadores que tentarão a reeleição. Alguns já estudam – e não escondem – a possibilidade de “buscar outros caminhos” para a eleição majoritária em Alagoas.
Caso haja um racha no grupo situacionista, o mais beneficiado deverá ser o ex-prefeito e pré-candidato ao Governo , Rui Palmeira (PSD), que poderá receber o apoio daqueles que não votam em Rodrigo Cunha (União Brasil) – o candidato da oposição - “de jeito nenhum”.
Quanto mais tempo passa, a chance de Paulo Dantas assumir o governo-tampão para ajudar aliados e disputar a eleição vai ficando cada vez mais distante.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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