Politicando
Vilela se aproxima de Dantas e ida do PSDB para grupo governista pode se tornar realidade
Ex-governador Teo Vilela e senador Renan estariam discutindo aliança
A recente visita do deputado federal Pedro Vilela (PSDB) ao governador Paulo Dantas (MDB) não teve como pauta apenas os prejuízos caudados pelas fortes chuvas no Estado. Por óbvio, os possíveis cenários para as eleições de outubro próximo também foram discutidos.
Essa aproximação repentina desperta para uma possibilidade que já foi levantada: a ida do PSDB para o grupo situacionista, comandado pela família Calheiros e pelo presidente da Assembleia Legislativa Estadual, Marcelo Victor (MDB).
Há poucos meses, o ex-governador e ex-presidente do ninho tucano estadual e nacional, Teotônio Vilela, esteve reunido com o senador Renan Calheiros numa casa de veraneio aqui em Alagoas. Logo após o encontro, os comentários de que Calheiros propôs à Vilela a indicação da primeira suplência de Renan Filho ao Senado surgiram.
Nos bastidores, a informação é que o ressurgimento de Téo Vilela no cenário político foi provocado pelo fato de o senador Rodrigo Cunha ter deixado o PSDB para disputar o Governo pela União Brasil sem o consentimento do ex-governador - o que teria gerado insatisfação.
Caso o PSDB realmente deixe o grupo de Cunha, a manutenção da deputada estadual Jó Pereira na condição de candidata a vice fica inviabilizada. O vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), é citado como “plano B”.
Por outro lado, a saída de Pereira da chapa majoritária resolveria um grande problema no grupo político: Lessa abandonaria o projeto de ser candidato ao Senado e deixaria espaço aberto para Davi Davino Filho (Progressistas).
Até as convenções partidárias tudo pode acontecer, inclusive nada.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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