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Prefeito é acusado de abandonar agricultores e oposição faz aração de terra em Minador do Negrão

Agricultores dizem que “prefeito não quer pagar mão de obra para realizar o serviço”

02/06/2022 18h06 - Atualizado em 02/06/2022 18h06
Prefeito é acusado de abandonar agricultores e oposição faz aração de terra em Minador do Negrão

Para uma cidade que vive praticamente da agricultura familiar, a aração de terra é um dos principais fatores para garantir uma boa produção. Em Minador do Negrão, no sertão do Estado, os agricultores se queixam da falta de apoio por parte da Prefeitura, que está andando a passos lentos quando o assunto é planejamento.

Os serviços de aração de terra que eram oferecidos pela Prefeitura estão praticamente paralisados, de acordo com um produtor local, que preferiu ter o nome preservado temendo represálias. Segundo ele, para suprir a necessidade dos agricultores, o grupo que faz oposição a atual gestão está bancando as despesas para os homens e mulheres do campo não ficarem desassistidos.

“O prefeito Josias [Aprígio] não deu atenção para a gente, e se não fosse os adversários políticos dele, estaríamos perdidos justamente na época mais importante do ano. É uma situação lamentável”, desabafou.

Outro morador denuncia que há tratores e equipamentos suficientes para arar a terra dos pequenos agricultores do município, mas o que falta é material humano. “Ninguém quer trabalhar aqui por que o prefeito fica querendo pagar menos do que é justo. Isso é uma falta de respeito e humilhação com o trabalhador. Além disso, teve gente que ainda não recebeu da aração do ano passado”, explicou.

Pela cidade, populares comentam que o ex-vice-prefeito do município, Emílio Barros, está fazendo com recursos próprios o que deveria ser realizado pela atual gestão municipal. “O Emílio tá arando as terras do povo com dinheiro do bolso, e com a maior boa vontade. E ainda tá trabalhando bem mais que a prefeitura”, garantiu o informante.

A reportagem tentou contato com o prefeito Josias Aprígio para saber quais as ações desenvolvidas para o agricultura por parte da Prefeitura, mas o gestor municipal não atendeu ou retornou as ligações telefônicas.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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