Politicando
Senador Renan inicia articulação para encontrar um vice para Paulo Dantas
Nomes de Rafael Brito e Dr Wanderley foram descartados
Das três principais pré-candidaturas ao Governo, a chapa de Paulo Dantas (MDB) é a que está apresentando mais dificuldades para encontrar um vice. Embates internos entre a “velha guarda” e a ala jovem do MDB ainda não chegaram a um entendimento.
O atual vice-governador, Dr Wanderley (MDB), já descartou ir para a reeleição e confirmou sua pré-candidatura a deputado estadual. Ele espera que o filho, Hugo Wanderley, consiga, através do cargo de presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), uma boa base para a campanha.
A “velha guarda” defende um nome com experiência e que agrade a classe formadora de opinião - Fábio Farias chegou a ser citado, mas a ideia não decolou. Já a ala jovem, liderada pelo ex-governador Renan Filho, diz que é preciso representar a “nova era”. O preferido era Rafael Brito, que vai tentar a Câmara Federal.
Com a “escassez” de nomes, o senador Renan Calheiros tirou licença do Congresso Nacional para tratar pessoalmente das negociações para procurar um vice para Paulo Dantas.
Nos bastidores, a informação é de que o vice de Paulo Dantas pode vir do PSDB para concretizar uma antiga aliança entre Calheiros e o ex-governador Teotônio Vilela. Além disso, caso essa possibilidade se concretize, inviabiliza o nome da deputada estadual Jó Pereira (PSDB) na chapa de Rodrigo Cunha (União Brasil).
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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