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Renan Calheiros passa a coordenar campanha de Lula em AL e desagrada petistas

Ex-presidente destacou a confiança que tem no senador alagoano

23/06/2022 17h05 - Atualizado em 23/06/2022 18h06
Renan Calheiros passa a coordenar campanha de Lula em AL e desagrada petistas

A vinda do ex-presidente Lula (PT) a Alagoas definiu algumas situações para o palanque que está sendo montado para a disputa presidencial. Entre elas, a coordenação da campanha no Estado. Em seu discurso, o presidenciável deixou claro o papel que o senador Renan Calheiros (MDB) terá no processo eleitoral.

Com a coordenação da campanha em Alagoas nas mãos de um emedebista, a Executiva estadual do PT fica fragilizada. O fato de Renan Calheiros ser o “porta voz” de Lula no Estado incomodou a diversos dirigentes partidários esquerdistas, que estão tentando reagir à liderança que foi atribuída ao senador.

Fato é que, independente de agradar ou desagradar, Calheiros já iniciou as articulações, buscando o apoio de empresários e de diversos outros setores da sociedade civil organizada. No entanto, o que está incomodando – segundo informações de bastidores – é o poder de decisão que o ex-presidente do Senado Federal está tendo.

Apesar de tantas queixas de filiados, o presidente do PT, Ricardo Barbosa, tem permanecido em silêncio diante da situação. Ele tem se limitado a tratar de outras discussões, como a formação das chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) e Câmara Federal.

Vale destacar que o MDB tem uma coisa que o PT não tem: estrutura. O partido de Lula, inclusive, possui duas secretarias no Governo de Paulo Dantas (MDB): secretaria da Mulher e Direitos Humanos (Maria Silva) e secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Gino César).

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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