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Votação de Dr Wanderley é a esperança da “chapa da morte” do MDB para a ALE

Partido tem dezesseis detentores de mandato e precisa superar o coeficiente eleitoral

04/07/2022 16h04 - Atualizado em 04/07/2022 18h06
Votação de Dr Wanderley é a esperança da “chapa da morte” do MDB para a ALE

O vice-governador de Alagoas, José Wanderley Neto, chegou a se colocar a disposição do partido para continuar ao lado de Paulo Dantas para a reeleição. Mas sua saída da disputa proporcional poderia prejudicar toda a chapa do grupo montada por Marcelo Victor e Renan Calheiros.

Isso ocorre pelo fato de o MDB ter a chamada “chapa da morte” para a Assembleia Legislativa Estadual (ALE), com dezesseis deputados detentores de mandato e vários ex-secretários de Estado bem avaliados pela opinião pública e com estrutura suficiente para “brigar” por uma cadeira no parlamento.

A provável votação de cada um desses nomes está sendo calculada por especialistas que avaliam que a ausência de qualquer pré-candidato pode fazer com que a chapa não alcance o coeficiente suficiente para que o partido consiga eleger o maior número de candidatos.

Com a expectativa de 30 mil votos, a saída de Dr Wanderley da chapa do MDB à ALE poderia causar prejuízos irreparáveis. Portanto, mesmo sendo a melhor opção para ser o vice de Paulo Dantas na disputa majoritária, o médico cardiologista tem a importante missão de “salvar” (com sua votação) diversos nomes que pretendem manter uma cadeira na Casa de Tavares Bastos. E ele, por óbvio, conquistar a sua.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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