Politicando
Rodrigo Cunha vai exigir que o governador exonere o secretário Kelman Vieira
Senador quer uma posição célere de Paulo Dantas
O senador e candidato ao Governo de Alagoas Rodrigo Cunha disse que vai exigir que o governador Paulo Dantas exonere o secretário de Estado de Prevenção à Violência de Alagoas, Kelman Vieira. Além disso, Cunha promete ingressar com ação judicial e ainda vai acionar o Ministério Público Estadual, a Polícia Legislativa e a Câmara de Maceió contra o delegado, que o teria agredido verbalmente no estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, durante a partida ASA e Rio Branco-AC, pela Série D do Brasileirão. “Vai ter consequência e não será no chicote e nem bala”, disse. A reportagem entrou em contato com Kelman, mas a ligação caiu no correio de voz do celular.
“Vou exigir o governador tampão que aí está, Paulo Dantas, que ele demonstre o que ele quer daqui para frente para o estado de Alagoas, apesar de já saber. Ele tem um secretário de combate à violência que instiga a violência e que é delegado e que desacatou a polícia que estava ali (no estádio Coaracy da Mata Fonseca). Têm vídeos mostrando isso. Provas cabais para que tenha uma decisão célere e retire da cadeira de secretário de prevenção da violência, alguém que instiga a violência”, disse Rodrigo Cunha.
De acordo com o senador, o episódio que ocorreu em Arapiraca, durante partida do ASA, haverá consequências. Vai ter consequência e não será no chicote e nem bala. Vai ser em cima da lei, da normalidade da legalidade, em cima da punição necessária a quem quer que seja”, afirmou. Segundo o candidato ao Governo de Alagoas, é necessário pôr um fim “nesta turma que acredita que através da violência da intimidação vai conseguir alguma coisa para o estado”.
Cunha conta que a suposta atitude de violência adotada por Kelman Vieira contra ele teria sido orquestrada e que há vídeos que comprovam as ações.
O senador relatou que foi ao jogo do ASA no Dia dos Pais junto aos seus dois filhos e durante o intervalo do primeiro tempo, Kelman teria desferido palavras de ódio contra ele, incitando a violência. “Quando eu percebo a simbologia do secretário de Prevenção à Violência do Estado tentando colocar as pessoas contra o pai de família, com os seus filhos, dentro de estádio, torcendo pelo seu time, querendo gerar uma provocação o tempo todo, incitando o ódio, desrespeitando não somente o Rodrigo, mas a família ao redor. É a certeza absoluta que devemos lutar cada vez mais para não permitir esse retrocesso. Para que as pessoas não acreditem que a política é a política do ódio, que usa de agressões contra seus adversários para tentar crescer”.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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