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Para diretor da DataSensus, “pré-campanha” atrasou subida de Cunha nas pesquisas

Demora na decisão dos apoiadores teria prejudicado o senador licenciado durante avaliação de eleitores

01/09/2022 12h12
Para diretor da DataSensus, “pré-campanha” atrasou subida de Cunha nas pesquisas

O diretor do instituto de pesquisa DataSensus, Eugênio Albuquerque, fez uma análise dos últimos números de intenção de votos para o Governo de Alagoas, divulgados no último dia 26 de agosto, e destacou a subida o candidato ao Palácio República dos Palmares, Rodrigo Cunha (União Brasil), que atingiu a marca de 17,8%, ante 14,6%, mostrando um crescimento de 2,8%. Para ele, indecisões relacionadas a apoios, no início da campanha, atrapalharam o crescimento e, consequentemente, o melhor desempenho do senador licenciado nas pesquisas

“Rodrigo Cunha foi o único que subiu três pontos percentuais fora da margem de erro. Rodrigo Cunha teve alguns problemas antes da convenção. Rodrigo Cunha atem tido problemas internos, e isso é claro. Não se sabia se Jó Pereira seria a vice dele. Uma hora dizia-se que Pedro Vilela apoiaria o Renan Filho, outra hora surgia Régis Cavalcante dizendo que Rodrigo havia abandonado o campo político dele e não aceitava a aliança com Arthur Lira”, disse Eugênio.

O diretor do DataSensus contou ainda que outro ponto que atrasou ainda mais essa alavancada de Cunha nas pesquisas foi a indecisão sobre a o apoio ou não do prefeito de Maceió, JHC. “Outro momento importante: chegou-se ao ponto de não saber se o prefeito de Maceió apoiaria o Rodrigo Cunha”, disse, acrescentando outro fato: “A primeira suplente de Rodrigo Cunha é a mãe de JHC, doutora Eudócia, e JHC chegou a lançar um senador, que gerou uma crise no grupo e que gerou dúvida se JHC apoiaria Rodrigo Cunha”, comentou.

Eugênio deixou a entender que a candidatura de Cunha se estabilizou quando ele viu concretizar a oficialização dos apoios de JHC, Luciano Barbosa e de Jó Pereira, como sua vice.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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