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“A Arsal deveria apertar a BRK”, diz Rui Palmeira

De acordo com o postulante ao Governo de Alagoas, a agência se tornou cabide de emprego

19/09/2022 11h11
“A Arsal deveria apertar a BRK”, diz Rui Palmeira

A Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal) virou tema de sabatina de candidatos ao Governo de Alagoas, nestes dias que antecedem às eleições, e tem recebido duras críticas. Para o postulante ao Palácio República dos Palmares Rui Palmeira (PSD), a Arsal deixou de desempenhar o papel de fiscalizadora e reguladora de serviço público para se tornar “cabide de emprego” e órgão “perseguidor de transporte complementar”. “A Arsal deveria estar apertando a BRK, que venceu a concessão do serviço de saneamento, aqui na região metropolitana de Maceió”, disparou Rui Palmeira, em entrevista à rádio Novo Nordeste, de Arapiraca.

Quanto à função da Arsal, Rui aproveitou para alertar ainda mais sobre a importância de fiscalizar os serviços prestados pela BRK. “Ela tem até 2026 para investir R$ 2 bilhões em saneamento básico. E já se passaram 2 anos da concessão e a BRK faz ouvidos moucos”, afirmou Rui, que afirmou que quando for eleito governador de Alagoas, essa situação vai mudar. “A gente quer colocar Arsal para fazer o serviço que é imputado pela lei, para fiscalizar o serviço público. A Arsal tem que fiscalizar o serviço público, que não é somente o transporte complementar”, disse.

De acordo com Rui, A Arsal deveria estar fiscalizando as questões de saneamento a Casal, que nunca fez e também não faz com a BRK e nem com outras empresas que venceram concessões em lotes do interior do estado. “É preciso que a Arsal dê um aperto para que cumpram o contrato, ou rescindam e façam novas concessões. A Arsal tem que parar a história de perseguir o transportador do transporte complementar e cumprir seu mister que é fiscalizar os serviços públicos”, afirmou.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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