Política

‘Não há pressa para nome de vice agora’, diz Rogério Marinho sobre chapa de Flávio Bolsonaro

Senador, que lidera oposição e coordena campanha no PL, afirma que foco está voltado a palanques estaduais

Por R7 15/02/2026 10h10
‘Não há pressa para nome de vice agora’, diz Rogério Marinho sobre chapa de Flávio Bolsonaro
Rogério Marinho é coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A escolha por um vice para a possível chapa presidencial de Flávio Bolsonaro ainda não é uma prioridade do PL. Neste momento, o partido pensa em costurar apoios estaduais e garantir palanques para a futura campanha, segundo o senador Rogério Marinho (PL-RN).

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o político tem coordenado as ações de Flávio para a disputa ao Palácio do Planalto.

“Não há essa pressa de se buscar o nome de vice agora. Nós estamos fazendo um trabalho de organização, de trazer nomes que vão nos ajudar nesse processo de pré-campanha e de organizar os palanques estaduais”, afirmou Marinho ao R7.

O senador também disse que as ações estão voltadas para construir um plano de governo. Ele admitiu que o partido tem buscado aproximação com outras legendas.

“Nós temos afinidade com partidos que a gente conversa, mas não tem nada fechado ainda”, destacou.

Marinho também disse ver com naturalidade a intenção do PT de se aproximar de partidos de centro.

“É natural no processo político. Nós somos a direita, o PT é a esquerda, tem um centro. O centro hoje é o que dá governabilidade ao governo do Lula. O Lula tenta mantê-los na sua base. E nós estamos dizendo a eles que é importante ouvirem a voz do eleitor”, pontuou.

Tereza como vice?

Nos bastidores, uma aposta para fechar a chapa com Flávio tem sido a senadora Tereza Cristina (PP-MS), nome que tem ganhado força nas últimas semanas.

A política é vista como um perfil que contempla as ambições do PL: foi ministra no governo Bolsonaro e teria alinhamento político com Flávio. Além disso, por ser mulher, possibilitaria uma aproximação ao eleitorado feminino.

A senadora também considera ser “muito cedo” para discutir a possibilidade de chapa. Partidos têm aguardado pelo desenrolar do ano eleitoral antes de cravar apoios para a corrida ao Planalto.