Politicando
“As pessoas voltaram a dizer: ‘estou com fome’”, afirma Rodrigo Cunha
Candidato do União Brasil disse que pedintes batem às portas de moradores em busca de comida
Após o estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN) divulgar que em Alagoas a fome atinge 36,7% das famílias do estado, este tema se tornou um “prato cheio” para os adversários do governador Paulo Dantas (MDB), que é candidato à reeleição. Entre os que estão aproveitando os números da pesquisa para tecer críticas, o também postulante Rodrigo Cunha (União Brasil) diz sentir a situação dos alagoanos e afirmou que os alagoanos estão batendo à porta de moradores para pedir comida.
“Eu sinto o que as pessoas sentem. O povo em Alagoas passa fome”, disse Cunha, em sabatina da rádio Pajuçara, na manhã desta terça-feira (20). Durante a entrevista, o candidato chegou a contar que há pedintes por alimentos. “Quem for aqui no Sertão Alagoano, vai perceber como isso aqui. É forte, mas quem for aqui na periferia da capital, também sente. As pessoas voltaram a dizer: ‘estou com fome’. Apertam na campainha: e perguntam? tem o que comer? Isso estava ficando para trás”, disse.
Ainda sobre a pesquisa, Cunha aproveitou outros números, que segundo ele, revelam que os alagoanos estão endividados e já estão no cadastro negativado do SPC ou Serasa. “Mesma pesquisa que diz que 37% das pessoas passam fome, também revelam que 57% estão endividadas”, afirmou.
Ainda sobre os endividados, Cunha se intitulou expert nesse tipo de caso e se colocou como a solução desta situação. “Aí sinceramente eu entro com toda a minha expertise. Eu sei que a maioria do povo alagoano está no SPC ou Serasa, e nós vamos fazer o que sempre fizemos: ‘vamos resgatar a dignidade das pessoas’”, disse Cunha.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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