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Na tribuna do Senado, um Rodrigo Cunha firme e altivo diferentemente da postura em campanha

O candidato pelo União Brasil tem usado o Plenário para ecoar as acusações e investigações contra Paulo Dantas

19/10/2022 12h12 - Atualizado em 19/10/2022 12h12
Na tribuna do Senado, um Rodrigo Cunha firme e altivo diferentemente da postura em campanha

As últimas aparições do candidato ao Governo de Alagoas Rodrigo Cunha (União Brasil), na tribuna do Plenário do Senado Federal tem sido aparentemente positiva e possivelmente pode convencer o eleitor indeciso a dedicar voto de confiança nele, no segundo turno das eleições, no domingo (30). Isso porque, totalmente, diferentemente, da imagem que vem apresentando nos pronunciamentos de campanha e também em debates e entrevistas, no Congresso Nacional, Cunha se mostra com altivez, postura de líder, confiança e segurança nas palavras.

Quando usa a tribuna do Senado para fazer ecoar as investigações e acusações contra o governador afastado Paulo Dantas (MDB), que busca a reeleição Rodrigo Cunha tem passado a imagem e postura esperada pelos alagoanos de um governador, que possa comandar os rumos do Estado.

Caso consiga incorporar a imagem do Rodrigo Cunha da tribuna do Plenário do Senado Federal, o postulante ao Palácio República dos Palmares pode diminuir a margem de diferença para o líder das pesquisas Paulo Dantas e, assim, reverter o cenário eleitoral da corrida deste segundo turno.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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