Politicando
Qual será o futuro de JHC caso o TSE decida pela inelegibilidade de Bolsonaro?
Com a possível inelegibilidade de Bolsonaro a vista, PL pode perder força nos redutos eleitorais
A capital alagoana foi a única do nordeste a ter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a frente de Lula (PT) nas eleições passadas. Com a ida de JHC para o PL, o prefeito esperava ter o apoio do executivo federal, caso Bolsonaro vencesse o pleito de 2022.
Sem Bolsonaro para dar apoio federal ao Executivo Municipal, JHC pode migrar novamente de partido, visando ampliar os apoios e aumentar ainda mais sua vantagem para reeleição em 2024.
As informações de bastidores seriam de que Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, não estaria dando o suporte que o prefeito de Maceió esperava. Abre-se, então, a possibilidade de JHC encontrar outro partido para chamar de seu.
Hoje, JHC é presidente estadual do PL, então não seria qualquer proposta que tiraria o prefeito de Maceió do PL. Há chances reais de JHC compôr o PP de Arthur Lira, seu aliado de primeira hora. Há, também, a possibilidade de JHC se tornar presidente do PSDB, que hoje está nas mãos de Pedro Vilela.
Pedro Vilela, agora que está fazendo parte do grupo da Prefeitura de Maceió - assumiu a Maceió Investe - pode abrir caminho para JHC se tornar presidente do PSDB e participar do ressurgimento do partido.
A ida de JHC para o PSDB, pode dar ao então prefeito de Maceió, a chance de concorrer a uma vaga ao Governo de Alagoas.
Vamos aguardar a decisão do TSE sobre a inelegibilidade de Bolsonaro. Com toda certeza, se a decisão for desfavorável ao ex-presidente, os ares na política local sofrerão mudanças.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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