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Regis Cavalcante se envolve em briga durante reunião nacional do Cidadania

Dirigentes do partido divergem sobre a presidência da sigla e o apoio ao Planalto

21/08/2023 10h10 - Atualizado em 21/08/2023 10h10
Regis Cavalcante se envolve em briga durante reunião nacional do Cidadania

Neste sábado (19), aconteceu uma reunião nacional do Cidadania (antigo PPS), que tem Regis Cavalcante como principal nome aqui em Alagoas. A reunião teve, como objetivo principal, resolver as divergências entre os filiados sobre a mudança da presidência do partido e se a legenda deve ou não apoiar Lula no Congresso.

Longe da pauta da reunião, um festival de baixarias foi o protagonista do encontro virtual dos “cidadãos”. A reunião ganhou destaque no noticiário nacional. “Picareta” e “vagabundo” foram disparados entre aliados, que desde então, não sabemos se podemos tratá-los como tal.

A discussão teve como ponto central o apoio ao governo Lula no Congresso. O Cidadania é coligado ao PSDB, com quem forma uma federação, que foi desfeita no ano passado. A parte mais ligada ao presidente da Câmara, Arthur Lira, não ficou nada satisfeita com essa decisão.

“O partido está praticamente paralisado, porque as decisões da Executiva e do Diretório Nacional não são colocadas em prática, principalmente por conta das dificuldades com o presidente. Não queremos expulsá-lo, mas o partido deixou de ter vida coletiva”, disse Regis Cavalcante ao Estadão.

Os “aliados” divergem, também, sobre a troca da presidência do partido, que há mais de 30 anos está sob o comando do ex-deputado federal Roberto Freire. Freire reclamou, na reunião, que a eleição antecipada de uma nova Executiva seria uma tentativa de expulsá-lo da sigla. Ao Estadão, ele falou que querem retirá-lo para “aderir ao governo Lula”.

Na reunião, Freire mandou dirigentes “calar a boca” e, aos gritos, disse, num ato falho, que querem tirá-lo da “presidência da República”.

Confira o vídeo abaixo:

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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