Politicando
Regis Cavalcante se envolve em briga durante reunião nacional do Cidadania
Dirigentes do partido divergem sobre a presidência da sigla e o apoio ao Planalto
Neste sábado (19), aconteceu uma reunião nacional do Cidadania (antigo PPS), que tem Regis Cavalcante como principal nome aqui em Alagoas. A reunião teve, como objetivo principal, resolver as divergências entre os filiados sobre a mudança da presidência do partido e se a legenda deve ou não apoiar Lula no Congresso.
Longe da pauta da reunião, um festival de baixarias foi o protagonista do encontro virtual dos “cidadãos”. A reunião ganhou destaque no noticiário nacional. “Picareta” e “vagabundo” foram disparados entre aliados, que desde então, não sabemos se podemos tratá-los como tal.
A discussão teve como ponto central o apoio ao governo Lula no Congresso. O Cidadania é coligado ao PSDB, com quem forma uma federação, que foi desfeita no ano passado. A parte mais ligada ao presidente da Câmara, Arthur Lira, não ficou nada satisfeita com essa decisão.
“O partido está praticamente paralisado, porque as decisões da Executiva e do Diretório Nacional não são colocadas em prática, principalmente por conta das dificuldades com o presidente. Não queremos expulsá-lo, mas o partido deixou de ter vida coletiva”, disse Regis Cavalcante ao Estadão.
Os “aliados” divergem, também, sobre a troca da presidência do partido, que há mais de 30 anos está sob o comando do ex-deputado federal Roberto Freire. Freire reclamou, na reunião, que a eleição antecipada de uma nova Executiva seria uma tentativa de expulsá-lo da sigla. Ao Estadão, ele falou que querem retirá-lo para “aderir ao governo Lula”.
Na reunião, Freire mandou dirigentes “calar a boca” e, aos gritos, disse, num ato falho, que querem tirá-lo da “presidência da República”.
Confira o vídeo abaixo:
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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