Politicando
Promotora ganha força e é favorita para assumir vaga no TJ após aposentadoria de Washington Luís
MP se movimenta em torno de costura que contemple todos os grupos dentro da instituição
Após a aposentadoria compulsória do agora ex-desembargador Washington Luís, publicada no Diário Oficial da Justiça no último dia 20/09, foi dada a ‘largada’ para o processo de escolha do novo membro do Tribunal de Justiça de Alagoas.
Tanto a vaga de Washington Luís quanto a que será aberta em janeiro de 2024, com a aposentadoria compulsória do desembargador Malta Marques (por idade), pertencem à cota do Ministério Público do estado.
E por lá, os bastidores já apontam para a costura de um acordo que consiga contemplar todas as partes, de modo que não haja uma disputa que possa inflamar os ânimos, numa instituição que precisa ser conhecida pela serenidade.
Dessa forma, o procurador Lean Araújo - antes um dos favoritos para ocupar uma das duas cadeiras do TJ - já tornou público que não tem interesse em assumir a função. Araújo deve então ser ungido à condição de nome único para ser, pela quarta vez, procurador-geral de justiça do estado.
Para a vaga de Washington Luís, o nome mais forte dentro do MP é o da promotora Sandra Malta. Para chegar ao cargo, Sandra pode inclusive quebrar uma regra antiga da carreira que é o de não ser procuradora, função que vem após a sua.
Porque o nome da promotora é o mais forte neste momento? Porque ela tem um ‘padrinho’ forte e que costuma ser ouvido nas hostes do poder: o ministro do STJ Humberto Martins é o seu avalista.
E quanto a Márcio Roberto, atual procurador geral do estado? a ele, está reservada a vaga que abre com a aposentadoria de Malta Marques, em janeiro - coincidentemente, quando ele também encerra seu mandato como procurador-geral. Também é um nome de consenso dentro do MP.
Mesmo que aconteçam pequenas alterações, este é o desenho geral que está sendo trabalhado nos bastidores. Falta agora convencer os demais interessados - o próprio TJ, o governador (que é quem indica) e a Assembleia Legislativa.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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