Politicando
Eduardo Campos recebe título póstumo de cidadão alagoano
Honraria foi concedida pela Assembleia Legislativa nesta segunda (16)
Cerca de nove anos após sua morte, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) foi homenageado na manhã desta segunda-feira (16) com o título de cidadão alagoano. A honraria post-mortem foi concedida pela Assembleia Legislativa de Alagoas, através do deputado estadual Inácio Loiola (MDB).
A família de Campos esteve presente em Alagoas para participar da cerimônia. Dentre os presentes, estavam a viúva de Eduardo, Renata Campos; os filhos Pedro Campos, deputado federal por Pernambuco, e João Campos, prefeito de Recife; e ainda a deputada paulista Thábata Amaral, namorada de João.
A homenagem ao ex-governador foi proposta ainda em 2012, durante o primeiro mandato de Inácio Loiola como deputado estadual. À época, o parlamentar era filiado ao PSDB, mesmo partido do então governador Teotônio Vilela Filho. Téo tinha uma aliança pontual com Eduardo, e os tucanos discutiam um alinhamento nacional com o PSB em torno da sua candidatura à presidência.
Representando a família, João Campos ressaltou o alinhamento entre os estados vizinhos. “Meu pai não teve a oportunidade de receber essa honraria, mas a sua história e tudo o que ele fez pelo Nordeste é algo que deve nos inspirar sempre: lutar pela unidade de nossos Estados, buscar parcerias e, sobretudo, ter na política algo extremamente importante para fazer a transformação”, destacou.
A cerimônia foi bastante disputada pelo meio político, contando com a presença de deputados estaduais, federais, prefeitos e secretários.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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