Politicando
Após painel com Arthur Lira no ‘lixo’, Rita Serrano é demitida da Caixa; PP deverá indicar substituto
Ex-presidente do banco foi comunicada da decisão em reunião com presidente Lula
Após reunião com o presidente Lula (PT) ocorrida na noite desta terça-feira (24) em Brasília, a presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, foi demitida. Ela é servidora de carreira do banco e estava no cargo desde o início da gestão do presidente.
A demissão de Rita é uma vitória para o grupo que circunda em torno do presidente da Câmara dos Deputados, o alagoano Arthur Lira (PP). O próximo presidente do banco deverá ser indicado por ele, em acordo já acertado com Lula desde o mês de junho.
Uma exposição aberta no Centro Cultural Caixa, em Brasília, foi considerada a gota d’água para a demissão de Rita. Em um dos painéis expostos no ambiente, Arthur aparece numa lata de lixo junto a dois expoentes do governo de Jair Bolsonaro: o ex-ministro da economia Paulo Guedes e a atual senadora Damares Alves (Rep).
Nos bastidores, comenta-se que Lira ficou profundamente irritado com o painel. Na segunda-feira (23), em sua tradicional reunião com o colégio de líderes da câmara, a maioria deles saiu em defesa do alagoano, afirmando que a Caixa não teve “sensibilidade política” ao deixar expor a obra.
Com a solidariedade da maioria dos líderes da casa, Arthur ligou então para o presidente Lula, citando mais uma vez o cumprimento do acordo fechado em junho. Lira colocou ainda a dificuldade para aprovação de projetos de interesse do governo enquanto a situação do banco não fosse resolvida.
‘Emparedado’ por Lira e aconselhado pelo ministro da articulação política Alexandre Padilha, Lula então requisitou a presença de Rita Serrano ao palácio, comunicando que precisaria do seu cargo.
O substituto de Rita no comando do banco deve ser Antonio Carlos Vieira Fernandes, servidor de carreira ligado ao PP. Vieira chegou a ser ministro das Cidades nos últimos dias de governo Dilma em 2016, antes de ser derrubada pelo impeachment.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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