Politicando
Se reeleito em 2024 e quiser ser governador em 2026, JHC deve renunciar seis meses antes da eleição, dizem juristas
Renúncia deve impactar na decisão do prefeito em candidatar-se ou não ao executivo alagoano em 2026
Uma dúvida levantada durante os debates do quadro Café com Política, no programa Antena Manhã da Rede Antena 7, fez com que o Blog Bastidores consultasse alguns juristas especializados em direito eleitoral e sanasse a questão levantada.
A indagação foi a seguinte: se JHC, reeleito prefeito em 2024 e se estiver disposto a se candidatar ao governo do estado em 2026, deve renunciar ao mandato de prefeito seis meses antes da eleição? ou só renuncia na hipótese de vencer o pleito e assumir o governo?
Esta questão é importante, principalmente porque pode balizar uma futura decisão do senador Rodrigo Cunha (Podemos) em decidir deixar o senado e ser candidato a vice de JHC, com vistas a assumir o mandato de prefeito quando o titular se afastar para o processo de 2026.
Ambos os juristas consultados pelo blog confirmaram a mesma ideia: JHC deve se afastar da prefeitura seis meses antes das eleições, caso queira concorrer ao mandato de governador em 2026. Caso contrário, fica configurado um terceiro mandato executivo consecutivo, o que é vedado pela lei eleitoral.
Ou seja, caso JHC se reeleja em 2024 e queira ser candidato ao governo em 2026, deve renunciar ao mandato de prefeito ainda antes de qualquer ato de campanha, com o vice assumindo o posto definitivamente. Uma vez derrotado, o prefeito fica sem mandato.
A renúncia obrigatória é mais um ingrediente que deve fazer o atual gestor da capital refletir sobre qual tipo de vice gostaria de ter na prefeitura. Assim como Renan Filho em 2022, JHC também ficaria sem mandato por alguns meses, e teria que fazer política com a anuência do vice sentado em sua ex-cadeira.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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