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Se reeleito em 2024 e quiser ser governador em 2026, JHC deve renunciar seis meses antes da eleição, dizem juristas

Renúncia deve impactar na decisão do prefeito em candidatar-se ou não ao executivo alagoano em 2026

13/11/2023 17h05 - Atualizado em 14/11/2023 06h06
Se reeleito em 2024 e quiser ser governador em 2026, JHC deve renunciar seis meses antes da eleição, dizem juristas

Uma dúvida levantada durante os debates do quadro Café com Política, no programa Antena Manhã da Rede Antena 7, fez com que o Blog Bastidores consultasse alguns juristas especializados em direito eleitoral e sanasse a questão levantada.

A indagação foi a seguinte: se JHC, reeleito prefeito em 2024 e se estiver disposto a se candidatar ao governo do estado em 2026, deve renunciar ao mandato de prefeito seis meses antes da eleição? ou só renuncia na hipótese de vencer o pleito e assumir o governo?

Esta questão é importante, principalmente porque pode balizar uma futura decisão do senador Rodrigo Cunha (Podemos) em decidir deixar o senado e ser candidato a vice de JHC, com vistas a assumir o mandato de prefeito quando o titular se afastar para o processo de 2026.

Ambos os juristas consultados pelo blog confirmaram a mesma ideia: JHC deve se afastar da prefeitura seis meses antes das eleições, caso queira concorrer ao mandato de governador em 2026. Caso contrário, fica configurado um terceiro mandato executivo consecutivo, o que é vedado pela lei eleitoral.

Ou seja, caso JHC se reeleja em 2024 e queira ser candidato ao governo em 2026, deve renunciar ao mandato de prefeito ainda antes de qualquer ato de campanha, com o vice assumindo o posto definitivamente. Uma vez derrotado, o prefeito fica sem mandato.

A renúncia obrigatória é mais um ingrediente que deve fazer o atual gestor da capital refletir sobre qual tipo de vice gostaria de ter na prefeitura. Assim como Renan Filho em 2022, JHC também ficaria sem mandato por alguns meses, e teria que fazer política com a anuência do vice sentado em sua ex-cadeira.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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