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Um ano após afirmar que seria oposição a Lula, Marx Beltrão nomeia irmã para cargo federal em AL

Deputado declarou em outubro de 2022 que a balança da justiça de Lula “se enterra”, devido ao peso das suas condenações

14/11/2023 17h05 - Atualizado em 14/11/2023 17h05
Um ano após afirmar que seria oposição a Lula, Marx Beltrão nomeia irmã para cargo federal em AL

O Diário Oficial da União do último dia 06/11 trouxe a nomeação de Jully Beltrão Lima Siqueira Vasconcelos, a nova superintendente do Patrimônio da União (SPU) em Alagoas. Jully é irmã do deputado federal Marx Beltrão (PP), que com isto alinha-se oficialmente na base de apoio de Lula na Câmara.

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) é um órgão que cuida da gestão dos ativos federais, com superintendências em cada estado. Em Alagoas, a SPU reveste-se de uma importância adicional, por gerenciar também as áreas de marinha, incluindo as praias de todo o litoral alagoano.

A indicação de Marx é simbólica, já que o deputado saiu do primeiro turno das eleições de 2022 como um dos mais efusivos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputaria o segundo turno contra Lula (PT).

Há exatos 13 meses, em uma entrevista à Rede Antena 7 já reeleito deputado, Beltrão afirmou que se Lula vencesse as eleições, ele iria para a oposição ao presidente. Fez ainda uma referência à ‘ficha limpa’ do então presidente Bolsonaro e das condenações de Lula.

“Se Lula vier a ser presidente, eu serei oposição a Lula. Espero que o povo tenha consciência e vote em Bolsonaro, porque ele está preparado. Quando a gente coloca numa balança da justiça, de um lado o Bolsonaro e de outro o Lula, quem tiver mais pecado, a do Lula vai se enterrar e não sai do canto, já a do Bolsonaro vai pra cima”, enfatizou em 14 de outubro de 2022.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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