Politicando
Bancada ‘governista’ de AL se reúne com Alckmin em Brasília; Lula vem a AL ver de perto a tragédia provocada pela Braskem
Confirmação da visita do presidente foi feita pelo senador Renan Calheiros (MDB)
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB) reuniu-se na tarde desta terça-feira (05) com a bancada calheirista do estado, a fim de definir algumas ações para minimizar o impacto do colapso da mina 18 da Braskem em Maceió.
O encontro contou, dentre outros, com a presença do governador Paulo Dantas (MDB), dos senadores Renan Calheiros (MDB) e Fernando Farias (MDB), do ministro Renan Filho (MDB) e dos deputados Rafael Brito (MDB) e Paulão (PT).
Além de Alckmin, estiveram presentes também ministros do governo, como o do Desenvolvimento Social Wellington Dias, da Igualdade Racial Anielle Franco e da Casa Civil, Rui Costa.
Na saída da reunião, Calheiros afirmou que possivelmente o presidente Lula (PT) virá a Alagoas, acompanhar de perto a situação dos bairros impactados. O presidente está na COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes. O senador classificou a presença de Lula em Alagoas como ‘urgente e emergencial’.
Ainda segundo Calheiros, o governo fará ainda o pagamento de um auxílio para os pescadores e marisqueiras que estão impedidos de frequentar a lagoa, no valor de 2.640 reais. O governo vai se empenhar ainda em um projeto técnico de tamponamento das demais minas que ainda ameaçam a estabilidade do solo.
O governador Paulo Dantas solicitou ainda à AGU a revisão do acordo que foi fechado entre a Braskem e a prefeitura de Maceió. Dantas tem se manifestado na imprensa contra o acordo, afirmando que ele é inconstitucional porque isenta a empresa de quaisquer questões futuras em relação ao caso.
Alckmin se reuniu com as autoridades alagoanas poucos dias após receber o senador Rodrigo Cunha (Podemos), que age em outra frente política junto ao prefeito de Maceió, JHC (PL). Cunha exerce interinamente a função de presidente do senado, enquanto Rodrigo Pacheco está na COP28.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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