Politicando
Sem foto e sem acordo; Reunião entre Lula, Paulo Dantas e JHC termina sem definições e presidente não vem mais a AL
Lula ficou contrariado com realização de CPI da Braskem
Encarada inicialmente como uma grande esperança de construção de soluções para a tragédia da Braskem, a reunião ocorrida hoje pela manhã em Brasília, entre o presidente Lula (PT) e a cúpula do poder alagoano, rapidamente transformou-se em enorme frustração.
Nenhum indicativo de ação concreta em torno da resolução do problema foi tirado do encontro - que tampouco teve registro em imagens ou vídeos, muito menos postagens nas redes sociais de nenhum envolvido. O clima não foi de reunião pública, mas de encontro secreto.
A não-solução apontada na reunião foi declarada pelo próprio ministro da Casa Civil Rui Costa, escalado para falar à imprensa nacional. “O presidente chamou uma reunião para que a gente possa estabelecer uma governança e resolver o problema da população. O clima político a gente espera que baixe”, disse.
No encontro, o presidente também mostrou-se insatisfeito com a criação da CPI da Braskem no Senado. Segundo interlocutores, Lula não quer que este caso tenha o mesmo tratamento dado às empreiteiras durante a operação Lava-Jato, que acabou fechando várias construtoras na época. Boa parte das ações da Braskem pertence à Petrobras.
Nos bastidores, a leitura do encontro é que Lula (aconselhado pelo PT baiano que é “amigo” da Novonor, controladora da Braskem) não quer meter o governo federal nesta questão, e gostaria que os aliados locais encontrassem uma forma de atuar conjuntamente - o que sentiu que não é possível.
Por fim, Costa ainda jogou o balde de água fria definitivo nas pretensões de Renan, de ver Lula em solo alagoano falando sobre o assunto. O presidente não virá a Alagoas enquanto permanecer a tensão política entre os lados.
- O presidente tem planos de visitar a região?, perguntou a repórter a Rui Costa.
- Não, não tem. A visita do presidente só quando tiver uma solução pra ser anunciada, uma solução que resolva o problema das pessoas. Da política a gente vai deixar de lado.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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