Politicando
Vereador de Maceió abre mão da reeleição e vai disputar prefeitura de Colônia Leopoldina
Brivaldo Marques vai se filiar ao PDT de Ronaldo Lessa
Uma composição política que vinha sendo trabalhada discretamente veio a público no último final de semana. Com a anuência do MDB, o PDT de Ronaldo Lessa vai ‘tirar’ um vereador do partido em Maceió, e lançá-lo como candidato majoritário em Colônia Leopoldina, região norte do estado.
O nome é o do vereador Brivaldo Marques, conhecida liderança da região do Benedito Bentes, na capital. Marques atualmente está no MDB, mas fará uma segura transição para o PDT, com aval do governador Paulo Dantas.
Lessa reuniu, no último domingo (10), lideranças da cidade para refundar o diretório do PDT local e apresentar quem será o seu candidato majoritário. O nome de Brivaldo, que tem ligações familiares com o município, foi bem recebido pelos dirigentes locais.
Ligado ao presidente do CSA Rafael Tenório, Brivaldo deve deixar suas bases eleitorais com o aliado político, que deve indicar um nome para preencher a vaga do atual vereador.
De quebra, o palácio ainda se livra de um problema. Apesar de ser do MDB, Brivaldo é um fiel aliado do prefeito JHC, e é um dos que seriam ‘convidados’ a deixar a legenda até abril do próximo ano. Ao menos, deve sair para um partido aliado do governo.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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