Politicando
Rodrigo Cunha resgata jornal de 1993 afirmando que Renan Calheiros foi presidente da Salgema
Senador postou publicação em suas redes sociais
O senador Rodrigo Cunha (Podemos) resgatou, na tarde desta quinta-feira (21), uma publicação em um jornal de 1993, noticiando a nomeação do atual senador Renan Calheiros (MDB) à função de presidente do conselho de administração da Salgema. A publicação é do dia 11 de setembro daquele ano.
No post, Cunha afirma que a operação da Polícia Federal desencadeada nesta quinta, denominada ‘Lágrimas de Sal’, também precisa investigar o senador emedebista, por suas relações com a empresa há cerca de trinta anos.
“A operação deflagrada hoje pela PF mira aqueles que comandaram a exploração de sal-gema debaixo das casas de milhares de maceioenses entre 1976 e 2019. O ex-presidente do Conselho da Salgema (atual Braskem), Renan Calheiros, quer ser investigador na CPI da Braskem, mas na verdade ele também precisa ser investigado”, disse Rodrigo.
O jornal afirma que, no dia anterior à publicação, o então ex-deputado federal Renan Calheiros havia assumido a presidência do conselho de administração da então estatal Salgema. Calheiros foi eleito ao cargo porque era o vice-presidente da Petroquisa, uma das suas empresas controladas.
Renan foi indicado à vice-presidência da Petroquisa pelo então presidente Itamar Franco, que assumiu o governo menos de um ano antes, com o impeachment de Fernando Collor. Ficou no cargo até 1994, quando foi candidato ao senado.
O senador afirmou, em declaração à revista Veja no início deste mês, que não tinha função executiva na então empresa estatal. “Como executivo da Petroquisa, eu representava a Petroquisa nas ações em todas as empresas petroquímicas. Eu não fui diretor, eu fui do conselho de administração de todas as empresas de que a Petroquisa participava”, disse.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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