Politicando
Sob relatoria do PL, orçamento 2024 diminui investimento no Minha Casa Minha Vida e multiplica fundão eleitoral
Deputados e senadores analisam peça orçamentária em sessão conjunta
Deputados e senadores se reúnem em sessão conjunta nesta quinta-feira (21) para analisar a lei orçamentária anual de 2024 - última matéria legislativa do ano, antes do recesso parlamentar. É o primeiro orçamento sob a orientação no novo arcabouço fiscal, aprovado este ano.
Com a relatoria de um deputado do PL e forte pressão do centrão, a peça orçamentária sofreu várias alterações em relação ao projeto original enviado pelo governo Lula. Dentre as principais mudanças, estão o corte de cerca de 17 bilhões no PAC, sendo 4,1 bi somente no programa Minha Casa, Minha Vida, que terá orçamento de 8,9 bi em 2024.
Na contramão dos cortes, o fundo partidário - montante que servirá para bancar as candidaturas municipais em 2024, sofreu um reajuste de 420% em relação ao projeto apresentado pelo governo, de 940 milhões para cerca de 4,9 bilhões de reais.
O bolsa-família, item considerado essencial no programa de governo de Lula, não sofreu alterações, e está orçado em 168 bilhões para o próximo ano. O salário mínimo, por sua vez, será reajustado acima da inflação pelo segundo ano seguido, saindo de R$ 1.320,00 para R$ 1.421,00.
A sessão não tem hora para acabar, e os valores ainda podem sofrer alterações até o momento da votação. Antes do orçamento, outros 11 projetos de lei aguardam apreciação do plenário.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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