Politicando
Congresso aprova orçamento de 2024, com destaque para fundão eleitoral e recorde em emendas parlamentares
Texto final foi aprovado na tarde desta sexta-feira (22)
Em uma sessão marcada por intensos debates e reviravoltas, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento para o ano de 2024, destacando-se o montante recorde destinado a emendas parlamentares. O valor expressivo de R$ 53 bilhões foi destinado a projetos indicados por parlamentares, marcando uma significativa ampliação desses recursos em comparação com anos anteriores.
O Centrão teve papel fundamental na aprovação do orçamento, incluindo não apenas o volume significativo de emendas parlamentares, mas também estabelecendo um calendário para o pagamento das emendas impositivas. Essa medida visa garantir a execução efetiva dos projetos indicados pelos parlamentares.
Outro ponto de destaque no orçamento foi o aumento substancial do Fundo Eleitoral, que passou de 940 milhões para 4,96 bilhões de reais, representando um aumento de 420%. Essa decisão gerou controvérsias e debates intensos, levando a questionamentos sobre a prioridade dada aos recursos destinados às campanhas eleitorais em um contexto de desafios econômicos e sociais.
Nas últimas horas de deliberações, o governo conseguiu reduzir o corte no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), fixando o valor final em R$ 55 bilhões. Apesar do alívio proporcionado por essa redução, o montante ainda ficou 7,3 bilhões abaixo do relatório inicial, refletindo as intensas negociações entre os poderes Executivo e Legislativo.
Quanto ao salário mínimo, a proposta inicial aponta para um valor de 1.420 reais. No entanto, há a possibilidade de uma redução para 1.412 reais devido à discrepância entre a meta da inflação, que foi menor do que a prevista.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
