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Congresso aprova orçamento de 2024, com destaque para fundão eleitoral e recorde em emendas parlamentares

Texto final foi aprovado na tarde desta sexta-feira (22)

22/12/2023 17h05
Congresso aprova orçamento de 2024, com destaque para fundão eleitoral e recorde em emendas parlamentares

Em uma sessão marcada por intensos debates e reviravoltas, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento para o ano de 2024, destacando-se o montante recorde destinado a emendas parlamentares. O valor expressivo de R$ 53 bilhões foi destinado a projetos indicados por parlamentares, marcando uma significativa ampliação desses recursos em comparação com anos anteriores.

O Centrão teve papel fundamental na aprovação do orçamento, incluindo não apenas o volume significativo de emendas parlamentares, mas também estabelecendo um calendário para o pagamento das emendas impositivas. Essa medida visa garantir a execução efetiva dos projetos indicados pelos parlamentares.

Outro ponto de destaque no orçamento foi o aumento substancial do Fundo Eleitoral, que passou de 940 milhões para 4,96 bilhões de reais, representando um aumento de 420%. Essa decisão gerou controvérsias e debates intensos, levando a questionamentos sobre a prioridade dada aos recursos destinados às campanhas eleitorais em um contexto de desafios econômicos e sociais.

Nas últimas horas de deliberações, o governo conseguiu reduzir o corte no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), fixando o valor final em R$ 55 bilhões. Apesar do alívio proporcionado por essa redução, o montante ainda ficou 7,3 bilhões abaixo do relatório inicial, refletindo as intensas negociações entre os poderes Executivo e Legislativo.

Quanto ao salário mínimo, a proposta inicial aponta para um valor de 1.420 reais. No entanto, há a possibilidade de uma redução para 1.412 reais devido à discrepância entre a meta da inflação, que foi menor do que a prevista.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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