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Arthur Lira e Rodrigo Pacheco terão um ano cheio de embates

Ambos discordam em temas como mandato para o STF, Reforma Administrativa e fim da reeleição

04/01/2024 08h08
Arthur Lira e Rodrigo Pacheco terão um ano cheio de embates

O ano de 2024 será de grandes embates entre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD). Os dois grandes nomes da política nacional atual, divergem em diversos temas e estabeleceram metas diferentes para este ano.

As disputas não resolvidas em 2023 irão se somar a pautas como a Reforma Administrativa, o fim da reeleição para o Executivo e a fixação de mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal.

No final de novembro, o Senado aprovou a PEC que limita as decisões monocráticas dos ministros de cortes superiores. O texto foi encaminhado para a Câmara dos Deputados, mas Lira empurrou o projeto para este ano e ainda não o incluiu em sua lista de prioridades.

Outro tema que deve opor Lira e Pacheco é o fim da reeleição para o Executivo. O presidente do Senado mostrou simpatia ao projeto que prevê o fim da reeleição aos prefeitos, governadores e presidente da República. Lira tem evitado tocar no assunto por defender um modelo semipresidencialista no país.

Quando o tema é Reforma Administrativa, Lira se anima e já revelou que a pauta está entre suas metas para este ano. Pacheco considera que o mais importante é promover uma ampla discussão sobre a qualidade dos gastos públicos.

Sem entendimento de ambas as partes, a tendência é que essas pautas não cheguem a um desfecho até o final de 2024, podendo passar em uma das Casas, mas sendo travada na outra.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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