Politicando
Arthur Lira e Rodrigo Pacheco terão um ano cheio de embates
Ambos discordam em temas como mandato para o STF, Reforma Administrativa e fim da reeleição
O ano de 2024 será de grandes embates entre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD). Os dois grandes nomes da política nacional atual, divergem em diversos temas e estabeleceram metas diferentes para este ano.
As disputas não resolvidas em 2023 irão se somar a pautas como a Reforma Administrativa, o fim da reeleição para o Executivo e a fixação de mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal.
No final de novembro, o Senado aprovou a PEC que limita as decisões monocráticas dos ministros de cortes superiores. O texto foi encaminhado para a Câmara dos Deputados, mas Lira empurrou o projeto para este ano e ainda não o incluiu em sua lista de prioridades.
Outro tema que deve opor Lira e Pacheco é o fim da reeleição para o Executivo. O presidente do Senado mostrou simpatia ao projeto que prevê o fim da reeleição aos prefeitos, governadores e presidente da República. Lira tem evitado tocar no assunto por defender um modelo semipresidencialista no país.
Quando o tema é Reforma Administrativa, Lira se anima e já revelou que a pauta está entre suas metas para este ano. Pacheco considera que o mais importante é promover uma ampla discussão sobre a qualidade dos gastos públicos.
Sem entendimento de ambas as partes, a tendência é que essas pautas não cheguem a um desfecho até o final de 2024, podendo passar em uma das Casas, mas sendo travada na outra.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Renan Filho promete duplicar acesso a Marechal Deodoro e cita R$ 3,5 bilhões em investimentos para Alagoas
Ex de MC Poze do Rodo diz que filhos não sabem da prisão do funkeiro
JHC sai em defesa de Téo Vilela após ataques de Renan Filho ao tucano
Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 60 milhões
Atentado na Ponta Grossa: PC investiga se vítimas estavam marcadas para morrer
